Sempre ativo: o corpo não foi feito para ficar sentado
Descubra os impactos de passar muito tempo sentado na sua saúde e aprenda estratégias eficazes para combater o sedentarismo moderno.
Ficar muito tempo sentado é um comportamento comum em meio à rotina moderna, seja no trabalho, nos estudos ou até mesmo nos momentos de lazer. No entanto, o corpo humano não foi projetado para permanecer imóvel por horas seguidas, sendo que esse hábito está entre os mais prejudiciais para o bom funcionamento do organismo.
Ficar muito tempo sentado: quais são os prejuízos?
Os impactos de ficar muito tempo sentado são inúmeros e abrangem desde a questão física até a parte mental.
“Quando permanecemos muito tempo na mesma posição, especialmente sentados, reduzimos a atividade muscular, pioramos a circulação e aumentamos a rigidez das articulações”, cita Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company.
“Ao longo do tempo, isso impacta não só a postura, mas também a saúde metabólica, elevando riscos que vão além das dores nas costas. E um ponto importante: mesmo quem treina regularmente não está imune aos efeitos do comportamento sedentário”, cita ele.
Do ponto de vista muscular, ficar muito tempo sentado faz com que o organismo comece a se reorganizar de maneira pouco eficiente. O comportamento pode comprometer os glúteos e favorece o encurtamento dos flexores do quadril e os peitorais.
Além disso, como consequência do hábito, pode acontecer a perda de eficiência do core profundo, o que prejudica diretamente a sustentação da coluna.
Nesse sentido, ficar muito tempo sentado cria um ambiente propício para dores, desconfortos e perda de funcionalidade.
Em relação à parte mental, o hábito pode contribuir para alterações do humor, maior sensação de fadiga e redução do bem-estar.
O que fazer?
Existem algumas estratégias que podem ser consideradas fundamentais para combater os prejuízos associados à permanência prolongada em uma única posição. A solução não está apenas em “se exercitar”, mas em restaurar o funcionamento do corpo.
É recomendado incluir no dia a dia exercícios que trabalham extensão de quadril, estabilidade de core e mobilidade torácica. Movimentos como ponte de glúteos, prancha, alongamentos e que envolvam o controle de tronco e a abertura de peito podem ser aliados.
A consistência e a qualidade do movimento estão entre os maiores segredos, de acordo com Netto. Também é preciso ter em mente que a frequência ideal nas práticas faz toda a diferença.
Não adianta treinar uma hora por dia e passar o restante do tempo completamente parado. O ideal é levantar a cada 30 ou 60 minutos, caminhar um pouco e fazer alguns movimentos simples, para tirar o organismo do estado de inatividade.
A ergonomia é outro fator que não deve ser esquecido. Outro ponto que merece atenção é a postura. Lembre-se de se sentar corretamente e de alternar posições ao longo do dia.
“Muita gente ainda acredita que o alongamento resolve tudo, mas não é bem assim. Embora seja importante, o alongamento isolado não corrige o problema se o corpo não estiver forte e bem ativado. Por isso, o fortalecimento, combinado à mobilidade, deve ser a base. O corpo precisa reaprender a gerar e controlar força nas posições corretas”, alerta Netto.
Treinos curtos, de 10 a 15 minutos, também têm seu valor, segundo o profissional de Educação Física. Eles colaboram positivamente para a mobilidade, a ativação muscular e a redução dos efeitos do comportamento sedentário. No entanto, é necessário ter em mente que não compensam totalmente um dia inteiro sentado.
“No fim das contas, o problema não é sentar-se, mas ficar tempo demais sem se mover. E a solução não é complicada: basta lembrar que o corpo foi feito para o movimento“, finaliza Netto.





