7 dúvidas esclarecidas sobre quiropraxia

O caso da modelo que morreu após fazer uma sessão de quiropraxia chocou o mundo. Mas, afinal, como funciona essa técnica? É o que respondemos a seguir

Por Marina Oliveira 31 out 2016, 14h59 | Atualizado em 21 out 2024, 19h18
Mulher fazendo quiropraxia
 (Giorez/Thinkstock/Getty Images)
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A morte da modelo da Playboy Katie May, que teria rompido uma artéria no pescoço após uma sessão de quiropraxia, levantou dúvidas sobre o procedimento terapêutico que diagnostica, trata e previne desordens do sistema neuroesquelético. A quiropraxia começou a ser praticada em 1895, nos Estados Unidos, mas ainda é uma área pouco conhecida no Brasil. A seguir, o presidente da Associação Brasileira de Quiropraxia, Roberto Bleier Filho, fala sobre a profissão.

1. Quiropraxia é massagem?

Não. Embora utilize as mãos para fazer “ajustes” no paciente, a quiropraxia é completamente diferente de uma sessão de massagem relaxante. “Nunca uma paciente minha dormiu em uma sessão”, afirma Bleier Filho. Enquanto a massagem visa o relaxamento muscular, a quiropraxia corrigirá o desalinhamento da coluna e das articulações. Nem sempre as sessões são doloridas, mas você pode sair do consultório com aquela sensação de que fez um treino pesado na academia.

2. Para quais problemas a quiropraxia é indicada?

Os mais comuns são dor lombar, dor cervical, hérnia de disco, dor no nervo ciático, dor de cabeça, tendinite, contusão, torcicolo e incômodos articulares. Pessoas sem essas queixas também podem fazer a quiropraxia para manter a coluna em ordem, especialmente se já têm problemas de postura, passam o dia todo em frente ao computador ou vivem em constante tensão.

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3. Quanto tempo dura uma sessão de quiropraxia?

A primeira é a mais demorada, dura cerca de uma hora. “É quando o profissional avalia a história clínica do paciente, faz testes ortopédicos, neurológicos, avalia a postura e apalpa a coluna para traçar um plano de cuidado”, conta Bleier Filho. As sessões seguintes não levam mais do que 15 a 20 minutos.

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4.  Quanto tempo dura o tratamento?

O diagnóstico é individual, pode ser que você precise de apenas cinco sessões ou de 20. A frequência também varia com a gravidade do problema. Pessoas com muita dor podem fazer sessões diárias até o problema aliviar e, depois, diminuir a frequência. Quando a desordem está controlada, é recomendado manter sessões mensais. “É como uma atividade física, você tem que fazer sempre para conservar a saúde”, aconselha o quiropraxista.

5. Quem não pode fazer quiropraxia?

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Cabe ao profissional avaliar cada pessoa. No entanto, pacientes com câncer, osteoporose, artéria calcificada ou com histórico de cirurgia na coluna normalmente não podem ser manipulados por quiropraxistas.

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6. Como encontrar um bom quiropraxista?

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A quiropraxia é uma profissão e não uma especialização. O profissional precisa ter feito graduação para poder atuar na área. No Brasil, apenas a Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, e a Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), oferecem o curso. Essas instituições também são conveniadas com instituições dos Estados Unidos. No site da Associação Brasileira de Quiropraxia você pode acessar a lista de profissionais associados e buscar por município um que esteja perto de você.

7. Como não se enganar?

Se você não encontrou o nome do profissional no site da ABQ, pergunte na consulta onde ele se formou. Desconfie se ele não fizer uma minuciosa avaliação antes de iniciar o procedimento. “Caso o profissional tenha duas titulações, como fisioterapeuta ou educador físico, além de quiropraxista, pergunte onde ele concluiu a faculdade de quiropraxia”, orienta Bleier Filho.

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