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Saúde sem estresse, por Regina Chamon

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Regina Chamon une a medicina com as práticas de bem-estar para te inspirar a cultivar corpo, mente e coração mais saudáveis

A medicina sem pressa começa quando a gente muda o ritmo

Por Juliany Rodrigues
20 dez 2025, 16h00 •
medicina sem pressa
A medicina sem pressa começa quando a gente muda o ritmo | (freepik/Freepik)
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  • Esses dias eu estava atendendo uma paciente médica e ela me perguntou: você acha que essa coisa de que todo mundo está estressado é real mesmo ou tem um pouco de exagero?

    Nos acostumamos a achar que viver de forma acelerada é normal. Acordar cansada, trabalhar no limite, sentir a mente sempre cheia. Mas para o corpo isso não é natural.

    Como médica, aprendi na prática que a pressa constante desgasta tanto quem cuida quanto quem é cuidado. Não é uma questão de falta de vontade e sim de neurobiologia.

    Vale para medicina, para parentalidade ou para qualquer pessoa que acompanha de perto alguém.. O cérebro tem uma função principal: nos manter seguras. Ele não está programado para nos deixar realizadas, criativas ou alinhadas com o que queremos construir na vida.

    Para cumprir essa tarefa de proteção, usa um mecanismo que compara cada experiência atual com todas as experiências passadas para decidir como você deve pensar, sentir e agir.

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    Vou te contar aqui o que falei para essa paciente médica, mas você pode adaptar para o seu contexto profissional.

    “Se você passou anos atendendo correndo, ignorando sinais de exaustão ou acreditando que ‘boa médica é a que dá conta de tudo’, o cérebro registra isso como o caminho mais seguro. Por mais que você deseje uma rotina mais leve e uma medicina mais humana, sob estresse ele puxa de volta os padrões antigos: hábitos que você já superou, pensamentos que não servem mais, identidades que está tentando deixar para trás.”

    A boa notícia é que o cérebro é capaz de aprender quando oferecemos a ele as informações adequadas. Cada gesto de desaceleração envia para o seu banco de dados mental a mensagem de que existe outra forma possível de trabalhar e viver.

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    No caso dessa médica, uma pausa de verdade entre pacientes, um minuto de respiração profunda, uma consulta em que ela está com a atenção totalmente presente. Consegue pensar o que seriam essas ações no seu caso? Pequenas mudanças repetidas com cuidado atualizam o modelo interno.

    Aos poucos, o padrão deixa de ser o automático e passa a ser o saudável. É assim que a transformação se torna possível: não pela força, mas ensinando seu corpo que um jeito mais calmo, atento e cheio de sentido também é seguro. Quando isso acontece, a saúde volta a caber na vida.

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