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Nutrição sem restrição, com Marina Nogueira

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A nutricionista Marina Nogueira, do @naocontocalorias, fala sobre alimentação, comportamento, ciência e saúde

Shakes diéticos: será que eles funcionam você?

Por Marina Nogueira
26 jul 2021, 18h32 • Atualizado em 21 out 2024, 22h28
homem segurando uma garrafa de shake em um parque
Os shakes prometem entregar baixo valor calórico e muito nutriente em apenas uma porção. (Karolina Grabowska/Pexels)
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  • Shakes dietéticos são velhos conhecidos do mundo do emagrecimento. Me lembro das propagandas com cinturas envolvidas em uma fita métrica e um copo da bebida que se assemelhava a um milkshake de chocolate estampando várias páginas de revistas. Os shakes sempre foram uma febre, uma vez que a idéia de substituir uma refeição é tentadora para quem está querendo emagrecer.

    Geralmente os shakes prometem entregar baixo valor calórico e muito nutriente em apenas uma porção. Os componentes dessa bebida podem variar de acordo com o fabricante, mas a grande maioria é composta de proteína isolada de soja, maltodextrina, frutose, espessantes, edulcorantes, pectina, estabilizantes, emulsificantes e etc. Portanto, a garantia de baixo valor calórica é real, mas do ponto de vista nutricional, ele deixa muito a desejar.

    O emagrecimento, do ponto de vista metabólico, acontece através de déficit energético. Ou seja: sob a redução do consumo de calorias. É inegável dizer que é através dessa diferença calórica que nosso corpo se desfaz de toda a energia extra (gordura). Considerando que um shake (ou um suco) tem em torno de 100 kcal, a matemática fica favorável para a perda de peso. 

    Portanto o shake seria uma boa alternativa. Mas devemos lembrar o quão fadado ao fracasso é o sistema de contagem calórica para o emagrecimento, já que esse método (e qualquer outra restrição e controle) coloca a quantidade acima da qualidade e não considera as preferências e o comportamento alimentar de cada um. 

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    Além disso, uma refeição de baixo valor calórico é apenas uma parte de um sistema que deve garantir um consumo reduzido. E o que acontece com grande parte das pessoas que resolvem substituir as refeições por shakes é o aumento do consumo (calórico) no resto do dia.

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    Também devemos considerar a satisfação. Tomar um shake, por mais saboroso que ele possa parecer, não atende a nossa vontade de mastigar algo – muito menos de comer algo salgado e crocante. Para a perda de peso, é óbvio que não podemos atender a todos os nossos desejos prontamente e com frequência, mas isso não significa negá-los com uma bebida de sabor pradonizado somente pela promessa da restrição calórica. 

    E por último, mas não menos importante, temos que considerar o quão sustentável é  substituir uma refeição por um shake: por quanto tempo você vai conseguir fazer isso? Essa é a grande pergunta que devemos fazer quando decidimos perder peso. Para qualquer método, qualquer produto e qualquer resultado: o quanto ele se mantém a longo prazo, sem prejuízo para nossa saúde – incluindo a mental.

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