‘Perdi contratos’, diz Paolla Oliveira sobre assumir corpo real
Hoje, a atriz trabalha apenas com marcas que se alinham aos seus valores e propósitos. Leia a matéria completa!

Paolla Oliveira, de 42 anos, revelou ao Gshow que, além de ter sido muito criticada ao assumir o seu corpo real, chegou a perder contratos com marcas por conta dessa decisão.
“Mais do que perder contratos, deixei ir algumas marcas e produtos que não faziam mais parte da pessoa que eu me tornei e do que não queria mais ajudar a reforçar. Com isso, acho que ganhei força com marcas que já tinham um conceito mais apurado desse feminino”, desabafou durante a entrevista.
Hoje, a atriz trabalha apenas com marcas que se alinham aos seus valores e propósitos. “Hoje, caminho com marcas que realmente acredito e que estão preocupadas em mudar enquanto o mundo muda. Acho que não só as marcas, mas o mundo, no geral, tem muito ainda que caminhar para realmente comunicar sem preconceitos e entender a beleza de maneira diversa“, afirmou.
Paolla Oliveira foi capa de março/2024 de Boa Forma
No ano passado, Paolla Oliveira estrelou a capa de março de Boa Forma e comentou sobre a sua relação com o próprio corpo. Segundo ela, nem sempre foi fácil aceitar suas próprias curvas.
“Eu até fingia que tinha uma boa relação com o meu corpo, mas eu não tinha. Eu achava que precisava falar dos defeitos. É como se eu não pudesse me sentir bem do jeito que eu sou. . Eu tinha que arrumar um problema para mim, como se toda mulher tivesse que ter um. ‘Eu sou arrogante se eu falar que me sinto bonita, que olho no espelho e gosto do conjunto que vejo’, sabe? É quase como se não fosse permitido esse lugar”, declarou a atriz.
Para ela, a maturidade foi algo que trouxe uma nova perspectiva sobre seu corpo e sua autoestima. “Todas as mulheres falando da maturidade e a gente fala: ‘Ah, tá! Que raio de maturidade é essa que tu vai trazer? Que estrela mágica cadente é essa que vai trazer essa coisa maravilhosa?”. Mas traz e é uma coisa bem menos poética do que as pessoas podem imaginar. É um “foda-se” bem grande, é um “dane-se” que você pensa: “Não vou deixar de usar, não vou deixar de fazer, não vou! Vou deixar se eu quiser, vou mostrar a parte do corpo que eu quiser, postar foto que eu tiver a fim…”, entende? É um nível de confiança em si. Eu vivo uma vida exposta, então tem muita gente falando, mas os pequenos grupos também têm. Tenho muitas mulheres {a minha volta que também estão preocupadas com o que as pessoas do trabalho vão dizer. Então a maturidade é muito bonita, é muito poética, acho que traz, sim [o empoderamento], a vivência traz isso. Mas o que mais traz para a gente é um botão do “foda-se” gigante, que a gente tem que manter acionado”.
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