
Você já sentiu que está sempre em dívida consigo mesmo? Como se, não importa o quanto se esforce, sempre tem um papel que está deixando de cumprir? Talvez você seja um profissional dedicado, mas sinta que está falhando como amigo.
Ou uma mãe presente, mas se culpe por não estar investindo na sua saúde. Talvez seja alguém que valoriza a família, mas sente que não tem dado a devida atenção aos seus sonhos e projetos…
É cansativo carregar essa sensação de que nunca estamos fazendo o suficiente. Mas e se eu te dissesse que você não precisa ser perfeito em tudo ao mesmo tempo? Que suas versões não se anulam, mas se complementam?
A vida não é uma linha reta onde cumprimos um papel por vez e, quando um entra em cena, o outro precisa desaparecer. Pelo contrário, somos múltiplos, cheios de camadas, vivendo uma dança constante entre as diferentes áreas que compõem quem somos.
Não existe uma regra que diz que, ao ser um profissional comprometido, você precisa ser um amigo ausente. Nem que, ao cuidar da sua saúde mental e emocional, você precisa abrir mão dos seus relacionamentos ou do seu crescimento profissional. Você pode ser tudo isso, porque você já é!
Ser uma boa mãe não impede que você seja uma excelente empreendedora. Ser uma pessoa que valoriza sua vida social não significa que você não possa também reservar momentos de introspecção e descanso.
Ser uma pessoa responsável e dedicada não significa que você não possa ser espontânea e divertida.
Cada papel que você desempenha traz riqueza e complexidade para a sua vida. Nenhum deles diminui os outros — na verdade, eles se fortalecem mutuamente.
Um profissional mais satisfeito tende a ser um parceiro mais presente. Uma pessoa que cuida do próprio bem-estar tende a ser mais produtiva no trabalho. Um amigo que se sente realizado na vida pessoal consegue apoiar melhor aqueles ao seu redor.
Lembre-se de que a vida tem fases
O grande erro que cometemos é achar que o equilíbrio significa fazer tudo em igual medida, o tempo todo. Isso é impossível. A vida tem fases, demandas que mudam, momentos que exigem mais de uma área e menos de outra. E está tudo bem.
O segredo não é tentar manter todos os pratinhos no ar sem nunca deixá-los cair, mas sim ter a consciência de que todos fazem parte do seu ser e que você pode movê-los com flexibilidade, sem culpa.
Há momentos em que o trabalho exigirá mais de você, e momentos em que sua família precisará ser a prioridade. Há dias em que cuidar da sua saúde mental será mais urgente, e outros em que sua vida social pedirá mais atenção. E o mais importante: aceitar essa oscilação sem se punir por isso!
Para que nenhum dos seus papéis fique esquecido e para que você consiga vivê-los com mais leveza, aqui estão algumas formas práticas de trazer equilíbrio!
Formas práticas de trazer o equilíbrio
Liste seus papéis e o que é importante em cada um
Pegue um papel ou bloco de notas e escreva todos os papéis que você desempenha: profissional, amigo, filho, parceiro, pai/mãe, indivíduo… Agora, pense no que é realmente essencial em cada um. O que faz diferença? O que traz significado? Isso ajuda a focar no que realmente importa.
Abandone a ideia de perfeição
Você não precisa ser 100% em tudo, o tempo todo. Algumas áreas estarão mais fortes em certos momentos, e outras precisarão de mais atenção depois. Equilíbrio não é rigidez, é adaptação.
Estabeleça prioridades semanais
Ao invés de tentar equilibrar tudo em um único dia, pense na sua semana como um todo. Em quais dias você pode se dedicar mais ao trabalho? Quais dias são bons para sair com os amigos? Quando pode tirar um momento para você? Assim, você evita a pressão de fazer tudo todos os dias.
Agende compromissos consigo mesmo
Marque no calendário tempo para cada um dos seus papéis. Uma ligação para um amigo, uma hora de leitura, um momento de autocuidado… Quando deixamos tudo para “quando sobrar tempo”, geralmente não sobra.
Pratique a presença
Quando estiver no trabalho, esteja no trabalho. Quando estiver com a família, esteja com a família. Evite tentar dividir sua atenção entre múltiplas tarefas o tempo todo, pois isso gera frustração e esgotamento.
Você não precisa escolher apenas uma versão de si. Você é uma junção de tudo o que ama e valoriza. E, mais do que isso, tem o direito de viver todas essas partes sem culpa.
Então, da próxima vez que sentir que está falhando em algum papel, respire fundo. Você não está falhando, você está equilibrando. E isso, por si só, já é algo grandioso.
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3