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Terapia e felicidade, com Priscila Conte Vieira

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A psicóloga Priscila Conte Vieira (CRP 08/30418), especialista em psicologia positiva, auxilia você a ter uma vida mais leve e mais feliz!

Como serei triste se este ano eu…

Por Priscila Conte Vieira
Atualizado em 7 dez 2024, 15h05 - Publicado em 7 dez 2024, 10h00
Como serei triste se este ano eu
Como serei triste se este ano eu… | (freepik/Freepik)
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Se você passou algum tempo nas redes sociais recentemente, provavelmente já viu a frase “Como serei triste se este ano eu…”. Ela viralizou como um jeito de celebrar as conquistas do ano, mas, olhando mais de perto, dá para perceber algo preocupante: ela parece ignorar completamente a tristeza, e aí está o problema.

Essa ideia de que só devemos valorizar o que deu certo, deixando de lado o que doeu, nos afasta de algo essencial — acolher nossas emoções, todas elas.

A tristeza, por mais que a gente a evite, é uma parte fundamental da vida. Sem ela, seria difícil crescer, aprender e até mesmo sentir alegria de forma mais profunda. Afinal, como reconhecer um momento feliz se não houver outro que foi desafiador para compararmos?

A tristeza nos ensina, nos faz parar para refletir, reorganizar a vida, repensar nossas escolhas. Não há nada de errado em senti-la. Pelo contrário: ela nos ajuda a amadurecer e a entender o que realmente importa.

Por isso, ao olhar para trás e fazer um balanço do ano, tentar ignorar os momentos difíceis não vai fazer com que eles desapareçam.

Fingir que está tudo bem ou se forçar a ser só gratidão quando, na verdade, houve dias pesados, só alimenta uma pressão desnecessária e nos desconecta do que somos de verdade.

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Outro ponto importante dessa trend é como ela pode disparar gatilhos. É fácil se comparar com os outros, especialmente nas redes sociais, onde as pessoas compartilham o melhor de suas vidas — seus sucessos, conquistas e momentos felizes. Mas a gente esquece que, por trás de tudo isso, também existem dificuldades que nem sempre aparecem na foto ou no texto de legenda.

Cada pessoa tem seu próprio ritmo, seus próprios desafios. Comparar a nossa realidade com o recorte perfeito do outro é injusto e pode nos fazer sentir insuficientes sem motivo.

É essencial validar o que foi difícil no seu ano. Nem tudo precisa ser uma vitória grandiosa. Às vezes, levantar da cama em dias de tristeza, continuar mesmo sem motivação ou lidar com perdas é um feito enorme.

E, sim, você pode e deve se parabenizar por isso. Você chegou até aqui com as condições que tinha, do jeito que conseguiu, e isso já é motivo suficiente para sentir orgulho.

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Em vez de tentar apagar as emoções difíceis ou focar só nas conquistas, que tal fazer uma retrospectiva mais real e compassiva? Aqui estão algumas perguntas que podem ajudar:

O que me desafiou este ano e o que eu aprendi com isso?

Mesmo as situações mais complicadas trazem algum tipo de lição. Reconheça o que esses momentos ensinaram sobre você e sobre a vida.

Quais foram as emoções mais presentes para mim este ano?

Dê espaço para todas as emoções, sem julgá-las. Não tem problema se a tristeza ou o medo apareceram mais do que você gostaria.

Quais foram os momentos difíceis que enfrentei e como consegui seguir em frente?

Perceba a sua força e resiliência. Mesmo que tenha sido devagar ou aos trancos e barrancos, você avançou.

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O que posso agradecer, mesmo nas situações que não foram como eu esperava?

Às vezes, é possível encontrar algo valioso até nos momentos mais desafiadores.

Como posso honrar o meu caminho, mesmo que ele não tenha sido perfeito?

Reconheça suas pequenas conquistas, seus esforços e o fato de você estar aqui, ainda tentando. Isso já é motivo para celebração.Quando olhamos para o ano que passou, é importante reconhecer que ele foi real, com altos e baixos, com alegrias e dores.

Celebrar só as conquistas é esquecer que muitas vezes foi nos desafios que nos tornamos mais fortes. Então, ao invés de perguntar “Como serei triste se este ano eu…”, talvez devêssemos nos perguntar: “O que aprendi e como cresci, mesmo nos dias difíceis?”

No fim das contas, o que realmente importa é como você se sentiu ao longo do caminho e como essas experiências — todas elas — contribuíram para te fazer quem você é hoje.

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Celebre isso: o humano completo que você é, com suas dores, suas alegrias e sua coragem de continuar.

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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)

Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3

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